Região Belém
 
 
 
 
 
Parque linear que cobre os setores São Mateus e Sapopemba recebe o nome de Zilda Arns
No sábado, dia 16 de janeiro, o governo do Estado e a prefeitura municipal de São Paulo inauguraram o que foi denominado o maior parque linear do Estado de São Paulo. E o grande diferencial desse parque, construido em terreno da Sabesp, que conta com 7,5 quilômetros, iniciando na região do Setor São Mateus  até o Setor Sapopemba da Região Episcopal Belém é o seu nome: Parque Linear Dra Zilda Arns.

“Decidimos ao longo da semana já batizar o parque com o nome desta heroina e grande mulher, Dra Zilda Arns, médica, irmã do arcebispo emérito de São Paulo, Cardeal dom Paulo Evaristo Arns, que fundou e organizou a Pastoral da Criança, que foi e tem sido fundamental para derrubar a mortalidade infantil no Brasil. Como milhares de crianças devem sua vida a ela, nada mais justo que seu nome seja dado a este parque que representa a vida”, disse o governador  José Serra em pronunciamento, antes de assinar, com o prefeito Gilberto Cassab o decreto que dá ao Parque Linear o nome de Dra Zilda Arns.

Mesmo tendo sido chamado para participar da solenidade, o clero da Região Belém não teve oportunidade para fazer pronunciamento, o que desagradou pessoas que participaram do movimento pela construção do Parque desde seu início, como o ministro da palavra da paróquia Nossa Senhora da Esperança, do Setor Sapopemba, Albertino Ferreira de Oliveira, que também é participante da Pastoral da Ecologia da Arquidiocese. “É claro que ficamos muito contentes com a construção deste parque, pois é uma luta dos moradores da região desde 2002;  e também ficamos  honrados por ele ter sido batizado de Zilda Arns, não somente nós católicos, mas as pessoas de todas as religiões. Porém estamos decepcionados de que o povo e a nossa Igreja tenha sido deixada de lado ao não podermos fazer ao menos uma grande bênção, lembrando inclusive a homenageada do dia”, lamentou.

Mas o coordenador regional de Pastoral, padre Tarcísio Marques Mesquita, representando o bispo auxiliar da Região Belém, dom Pedro Luiz Stringhini, que esteve presente nos funerais da Dra Zilda em Curitiba, avaliou a importância do evento, logo após seu término: “Na minha opinião, a Dra Zilda Arns não significou, mas sempre significará fraternidade, amor, solidariedade, que é tudo aquilo que representa o início da vida, a defesa da vida, desde o seu início, aos mais fragilizados. Ela é, portanto, um símbolo da coesão, da solidariedade, através da Igreja presente nas periferias por meio da Pastoral da Criança”, disse. E sobre o Parque linear batizado com seu nome, o coordenador finalizou: “Este parque é um reconhecimento público a este trabalho da Igreja, da Pastoral da Criança e torna-se um motivo de atenção da Igreja para que não somente seu nome seja honrado no Parque, mas especialmente as políticas públicas sejam honradas, para que elas se tornem a verdadeira homenagem àquilo que fez tão bem a Dra Zilda Arns e a Pastoral da Criança”.

Como diz um antigo canto latino americano, que reflete o que o padre Tarcísio disse e que, com certeza é o pensamento da querida  e inesquecível Dra Zilda Arns: “Por baixo do novo rosto de cimento, vive o mesmo povo de muito tempo. Esperando seguem os famintos, por mais justiça e menos monumentos!” (grupo Llapo, Vuelvo para Vivir).






Postado em 18/01/2010 por: João Carlos MTb 25.837